
100 ANOS DA PARCERIA XILOGRAVURA-CORDEL
Começa hoje em Juazeiro do Norte, Ceará, o seminário “100 anos da xilogravura ilustrando o cordel”. De fato, xilogravura e cordel tem andado há tanto tempo juntos que a imagem mais característica do cordel é sempre o folheto com a xilogravura impressa na capa, embora hoje já seja muito comum a utilização de outras técnicas, especialmente quando o cordel é impresso em livros, e não em folhetos. Eu mesmo, apesar de sempre ter aplicado xilogravuras em meus folhetos, já usei desenhos a carvão, como no exemplo abaixo, feito pelo poeta e artista plástico Gilvan Lopes, de Assu, Rio Grande do Norte:
Começa hoje em Juazeiro do Norte, Ceará, o seminário “100 anos da xilogravura ilustrando o cordel”. De fato, xilogravura e cordel tem andado há tanto tempo juntos que a imagem mais característica do cordel é sempre o folheto com a xilogravura impressa na capa, embora hoje já seja muito comum a utilização de outras técnicas, especialmente quando o cordel é impresso em livros, e não em folhetos. Eu mesmo, apesar de sempre ter aplicado xilogravuras em meus folhetos, já usei desenhos a carvão, como no exemplo abaixo, feito pelo poeta e artista plástico Gilvan Lopes, de Assu, Rio Grande do Norte:
Ilustração do cordel "O viajante e o sábio" do Livro "Uma sentença, uma aventura e uma vergonha".
Segundo a matéria publicada no Diário do Nordeste:
100 anos depois, artistas-xilógrafos continuam sendo formados na arte de ilustrar o cordel. Juazeiro do Norte, o grande celeiro do Brasil. De hoje a sexta-feira, acontece, no município, o seminário ‘100 anos da xilogravura ilustrando o cordel”. Para quem decretou a morte desse ofício nos anos 60, no advento da indústria cultural dos frankfurtianos, não pensava no volume de pesquisas em torno do assunto a se lançar. Novas linguagens para traduzir o mundo e os seus encantos. Mas continua no papel jornal a linha da trova, desde os inícios, com a oralidade e também o rebuscamento da arte na matriz da umburana.O cordel ilustrado com uma xilogravura, escrito por Francisco das Chagas Batista, em 1907, com “A História de Antônio Silvino”, marca o centenário. A autoria da xilo é desconhecida, mas o professor da Universidade de Brasília (UnB), em Sociologia do Conhecimento, Geová Sobreira, destaca os traços primorosamente trabalhados, com finos detalhes de acabamento, riscos delicados e profundos (clique aqui para ler a íntegra).
O jornal destaca ainda o trabalho de José Lourenço, como um dos “nomes contemporâneos que marcam época e contribuem para a solidez de uma atividade morta e ressuscitada, a xilogravura” (clique aqui para ler a íntegra). Tive a oportunidade de conhecer José Lourenço, pessoalmente, em Juazeiro do Norte, nas várias vezes em que estive na Lira Nordestina, um lugar mágico, onde se encontram artistas do cordel e da xilogravura de todos os cantos do mundo.
Segundo a matéria publicada no Diário do Nordeste:
100 anos depois, artistas-xilógrafos continuam sendo formados na arte de ilustrar o cordel. Juazeiro do Norte, o grande celeiro do Brasil. De hoje a sexta-feira, acontece, no município, o seminário ‘100 anos da xilogravura ilustrando o cordel”. Para quem decretou a morte desse ofício nos anos 60, no advento da indústria cultural dos frankfurtianos, não pensava no volume de pesquisas em torno do assunto a se lançar. Novas linguagens para traduzir o mundo e os seus encantos. Mas continua no papel jornal a linha da trova, desde os inícios, com a oralidade e também o rebuscamento da arte na matriz da umburana.O cordel ilustrado com uma xilogravura, escrito por Francisco das Chagas Batista, em 1907, com “A História de Antônio Silvino”, marca o centenário. A autoria da xilo é desconhecida, mas o professor da Universidade de Brasília (UnB), em Sociologia do Conhecimento, Geová Sobreira, destaca os traços primorosamente trabalhados, com finos detalhes de acabamento, riscos delicados e profundos (clique aqui para ler a íntegra).
O jornal destaca ainda o trabalho de José Lourenço, como um dos “nomes contemporâneos que marcam época e contribuem para a solidez de uma atividade morta e ressuscitada, a xilogravura” (clique aqui para ler a íntegra). Tive a oportunidade de conhecer José Lourenço, pessoalmente, em Juazeiro do Norte, nas várias vezes em que estive na Lira Nordestina, um lugar mágico, onde se encontram artistas do cordel e da xilogravura de todos os cantos do mundo.

Neste post, vários exemplos de ilustrações de cordel feitas em xilogravura, com a curiosidade de que as encontrei em um site da Itália. Segundo o texto, os livretos de cordel se encontravam, e ainda se encontram, em todas as grandes feiras populares brasileiras. A banca de Apolonio Alves dos Santos permaneceu por anos na Praça do Paço Imperial, na Feira de São Cristóvão, onde havia declamação e venda dos folhetos. Diz o texto original:
"I libretti de cordel si trovavano, e ancora si trovano, in tutte le grandi fiere popolari brasiliane. A Rio de Janeiro il banchetto di Apolonio Alves Do Santos ha stazionato per anni nella piazza del Pa?o Imperial e si era ritagliato un posto di riguardo alla Fiera nordestina di San Cristovao. A volte il venditore improvvisava il racconto, più spesso si limitava alla vendita dei folhetos. Come nella tradizione dei cantastorie di tutto il mondo, la fabulazione, orale, scritta, disegnata, riguardava e riguarda i grandi fatti che colpiscono la fantasia popolare, i delitti più trucidi e efferati, le calamità naturali più rovinose, le ingiustizie sociali. In più, nel nordeste del Brasile, c'era da raccontare l'epopea leggendaria dei cangaceiros."
"La literatura de cordel nasce nel sertao dove un latifondismo feudale aveva umiliato e oppresso per secoli i contadini poveri costretti a una vita aspra, al limite della sopportazione, da cui partirsi per andare a cercar fortuna lontano, nel sud del paese. Il sertao è la terra 'maledetta' che aveva visto le più dure lotte sociali del Brasile e dove il banditismo poteva essere letto, inevitabilmente, anche come momento di riscatto sociale. Per chi non ce la faceva a ribellarsi, il poter almeno ascoltare le gesta mirabolanti del bandito Lampiao e della sua Maria Bonita era motivo di orgoglio e speranza."




