terça-feira, 14 de agosto de 2012

Poesia de Geraldo Amancio

Na ocasião em que fui homenageado com o título de Cidadão Quixadaense, a 25 de julho de 2012, lancei o livro "O Mistério dos Monólitos de Quixadá". Quem fez a apresentação foi o poeta Geraldo Amâncio, que nos premiou com os versos abaixo.
Não poderia haver semana mais oportuna para compartilhá-los com os visitantes deste Mundo Cordel do esta, na qual se comemora o Dia do Estudante.



O LIVRO
Geraldo Amâncio

Rota da sabedoria
Luz que das trevas me isenta
Bússola que me orienta
GPS que me guia
Que Deus abençoe o dia
E a hora que eu encontrei
Da sabedoria o rei
Meu mestre em qualquer assunto
Respondendo o que eu pergunto
Ensinando o que eu não sei.

Professor que permanece
Me ensinando lição nova
Não grita, não me reprova
Não argúi, não me aborrece
Não cansa, não sente estresse
Não fala em se aposentar
Nada pode se igualar
Ao teu conteúdo enorme
Não há doutor que se forme
Sem antes te consultar

E o poeta ainda completou com essa generosa estrofe:

Parabéns, Marcos Mairton,
Nasceste pra ser feliz
Porque Deus te fez poeta
E o livro te fez juiz
Escreveste com primor
O cenário encantador
Mais bonito do Ceará
Colheste estrofes pomposas
Nas pedras misteriosas
Do sertão do Quixadá.

sábado, 11 de agosto de 2012

Poesia de Elmo Nunes


LIÇÃO DE ESTUDANTE
Elmo Nunes

Sei que o estudo é importante
E é constante o meu penar
Mas, consciente sigo em frente
Pois sei que a vida vai melhorar.

Esta certeza traz esperança
E não se cansa quem sabe amar
A própria vida que está contida
No modo lógico de educar.

Sinto, porém que eu sou um forte
E o meu esporte traz a lição
De resistência e persistência
Pra ver no mundo transformação.

Quero, portanto com humildade
Ser na verdade um vencedor
Firme na luta, cuja conduta:
Será respeito, paz e amor.

Assim o mundo será melhor
E bem maior com educação,
Sigo uma seta que indica a meta
Para eu ser um bom cidadão.

E além do mais é um privilégio
Vir ao colégio para estudar
Neste caminho não estou sozinho
Tenho colegas pra partilhar.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Mote de Francisco Itaerço


MELHOR QUE MORRER CHEIROSO
SÓ MESMO ESCAPAR FEDENDO

Já falei aqui várias vezes da riqueza que é o Jornal da Besta Fubana, cheio de gente criativa, conhecida na Comunidade Fubânica como "bando de malassombrados".

Mas, eu também faço cá minhas malassombrações, e acho que essa foi uma delas.

Aconteceu o seguinte: Francisco Itaerço, lá conhecido como Cardeal Itaerço, em razão do seu cargo na Igreja Católica Apostólica Sertaneja, propôs o seguinte mote

Melhor que morrer cheiroso
Só mesmo escapar fedendo.  

Vários fubânicos fizeram glosas ao mote, cada qual a melhor, mas quando fui fazer as minhas, veio à cabeça uma historinha que gostei de ter feito.

Ficou assim:

Eu conheci um rapaz
que se tornou meu amigo,
mas gostava do perigo,
e hoje não o vejo mais.
É que há uns tempos atrás,
ele andou enlouquecendo
e andava sempre dizendo:
“Gosto do que é perigoso,
Melhor que morrer cheiroso
Só mesmo escapar fedendo”.


Assim, foi paraquedista
e também mergulhador,
de leões foi domador,
depois tornou-se alpinista.
perseguiu até a pista
dum monstro grande e horrendo.
Em perigos se metendo,
dizia sempre, orgulhoso:
“Melhor que morrer cheiroso
Só mesmo escapar fedendo”.


Com seu jeito diferente,
já não tinha namorada.
“Mulher, só se for casada,
e do marido valente”,
dizia sempre pra gente,
a mão no peito batendo,
e, de fato, andou comendo
a mulher do Zé Manhoso.
Melhor que morrer cheiroso
Só mesmo escapar fedendo.


Terminou assassinado
esse rapaz tão valente
e, misteriosamente,
foi o corpo encontrado,
pois estava encharcado
de um óleo perfumoso.
Perguntado, Zé Manhoso
disse: “Nada estou sabendo.
Mas, quem escapa fedendo,
às vezes morre cheiroso”.

sábado, 4 de agosto de 2012

Poesia de Laécio de Medeiros


MUNDO CORDEL E 
SEUS VISITANTES POETAS

Já disse aqui outras vezes que tem alguns comentários de visitantes deste Mundo Cordel que não podem ficar apenas no espaço destinado aos comentários. Este, de autoria de Laécio Ferandes de Medeiros, de Mossoró, é um deles:

Com a palavra, Laécio de Medeiros:


ESCREVER EM VERSO E RIMA
NA LEITURA DO CORDEL
É MUITO GRATIFICANTE
CADA RIMA UM PITEL
BRINCAMOS DE APRENDER
ESCREVENDENDO NUM PAPEL

É BONITO DE SE VER
TODO MUNDO EMPOLGADO
TENTANDO FAZER SEUS VERSOS
CADA UM INTERESSADO
TENTANDO COM A RECEITA
TIRAR UM APRENDIZADO

FICO MUITO ANIMADO
GRANDE É MINHA EMOÇÃO
EM VER O CORDEL NAS REDES
GANHANDO PROPAGAÇÃO
FALANDO QUALQUER ASSUNTO
COM HUMOR E DIVERSÃO

SEJA QUAL INFORMAÇÃO
ANTIGA OU ATUAL
SEJA TRISTE OU ALEGRE
NO PAPEL OU VIRTUAL
O CORDEL DESCREVE TUDO
DO LÚDICO A VIDA REAL

ISSO É SENSACIONAL
E QUERO ACRESCENTAR
O POETA CORDELISTA
TEM MENTE ESPETACULAR
FALA TUDO EM VERSO E RIMA
SEM DEIXAR NADA ESCAPAR

VAMOS PARABENIZAR
AQUI TIRO MEU CHAPEL
PARA TODOS OS POETAS
TODOS SÃO MENESTREL
CONTINUEM PROPAGANDO
A LEITURA EM CORDEL.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Poesia de Dalinha Catunda


MEU CANTO CRESCENTE 
*
Sou lua nova crescendo
Do Jeitinho que eu queria
Assim vou resplandecendo
Nos braços da poesia.
*
Minha cantiga de amor
Eu canto na lua cheia
Porque tenho meu barqueiro
Que me chama de sereia
Com ele cato conchinhas
Que o mar sacode na areia.
*
Em noite de plenilúnio
Eu dispenso meu colchão.
No alpendre, numa rede,
 Eu me deito em meu sertão
Pra ver a lua surgindo
De prata à noite tingindo
Com seu mágico clarão.
*
Eu sou uma retirante
E da minha terra amante.
Foi numa lua minguante
Que deixei o meu rincão.
Caminhei léguas a fio
Senti sede senti frio
Mas venci o desafio,
E voltei pro meu sertão.
*
A lua é sua madrinha
Me disse mamãe um dia
Confirmou a minha tia
E acreditar me convinha,
Pois quem se chama Dalinha,
E foi no sertão parida,
É pra lua prometida
Reza a lenda do lugar.
Eu que não vou contestar!
Gosto de ser iludida.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Lançamento de Livro


CANGAÇO: uma ampla bibliografia comentada,
 uma publicação IMEPH,
do pesquisador Melquíades Pinto Paiva.

Dia 31 de julho de 2012, 19h, na Editora IMEPH,
Rua Carlos Vasconcelos, 1926
Fortaleza-CE

Confirmar presença pelo número
(85)3261-1002
ou imeph@imeph.com.br

domingo, 29 de julho de 2012

Trovas de Nealdo Zaidan


TROVAS
Nealdo Zaidan

Eis aqui, duas respostas
para uma morte de repente.
Vento forte, pelas costas;
- e uma sogra pela frente...

Enche-me a vida de brilhos,
e a mágoa logo se vai.
Ouvir a voz dos meus filhos
quando me chamam de pai!

Para evitar nova arenga,
e tudo que prometeram.
É melhor votar na quenga:
que os filhos nada fizeram!...

Adão saiu-se a contento,
mas Eva que barro usou?
No primeiro “pé-de-vento”:
Eva – coitada – rachou...