quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Lançamento de Livro





Você que vai à Bienal Internacional do Livro do Ceará, uma sugestão é aproveitar para ver o lançamento do livro O BOI MORRE-NÃO-MORRE E OS PRIMEIROS FOLHETOS, de Eduardo Macêdo.

Aliás, Eduardo Macêdo está como novo endereço eletrônico: http://eduardomacedo.com.br/

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Poesia de Fabiano Timbó Barbosa

Fabiano Timbó Barbosa nos envia mais uma de sua colaborações, desta vez falando do guaraná, frutinha amazônica que ganhou o mundo nos últimos anos e já foi motivo de cordel do grande Rouxinol do Rinaré, que escreveu "A origem do guaraná" (Editora Conhecimento, 2010). Quando tema é bom é assim, cada poeta conta a história do seu jeito.

Fabiano, receba meu incentivo para continuar escrevendo seus versos. Um grande abraço!


A LENDA DO GUARANÁ
Fabiano Timbó Barbosa

Um belo casal de índios 
De forte tribo Manués
Viviam na paz e amor
Dia todo nos cafunés
Só um defeito tinham
Por mais que eles queriam
Ficavam no arrastapés.

Um dia estes ameríndios
Pediram ao seu deus Tupã
Uma linda criança
Para alegrar a manhã
O dia, tarde e noite
Não levaria açoite
Da tribo era o talismã.

O menino ficou lindo
Crescido, bom e amoroso
Chamava até atenção
Por ser tão maravilhoso,
Mas quando mal aparece
O firmamento estremece
Com Jurupari invejoso.

Este diabo mal fazejo
Resolveu o índio matar
Aquela pobre criança
Sem um sinal demonstrar
Transformou-se numa cobra
Escondeu-se como corda
Pra aquela criança calar.

Jurupari esperou
A criança apareceu
Caminhando no mato
Não viu quem lhe mordeu
Esmoreceu e ali caiu
Agonizando grunhiu
Sem muito sofrer morreu.

Deus Tupã enfurecido
Começou trovões soltar 
Relâmpagos na aldeia
Todos a desesperar
A mãe logo percebeu
A mensagem de seu deus
E foi logo revelar.

Ordenou a aldeia de índios
Que eles fossem a orta plantar
Olhos daquele menino
Para esperar enraizar
Assim eles procederam
Daqueles olhos nasceram
Poderoso guaraná.

O guaraná é uma planta
Forte e bem poderosa
A mulher gosta de usar
Para ficar preciosa
O homem fica vistoso
Forte muito poderoso
Mesmo sendo amargosa.

Esta é a lenda que nos conta
O poder do guaraná
Todo mundo conhece
E usa para trabalhar
Aquele que desconhece
Fraco e manso envelhece
Sem do pó experimentar.


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Participação dos leitores

Participações dos leitores continuam chegando a este Mundo Cordel.
E é sempre um prazer publicá-las.
Às vezes demora um pouco, porque tem outras coisas na fila, ou falta tempo para arrumar a postagem. Mas, uma hora sai.
Quem tiver versos prontos, não desanime!
Desta vez os versos são de DEMPARASO/ADÃO SALINA, em comentário recebido em 26.09.2012, na postagem Evento Cultural em Brasília.



DF capital federal
A cidade planaltina
Arquitetura modelo
Pura visão cristalina
Com avenidas bem largas
Encanta a peregrina.

Ruas, sem nome, ou números
Para o visitante um;
Problema, mas, agradável
Pouco transito comum
Motoristas educados
Pedestre é incomum.

Em Brasília há violência
Como em qualquer metrópole
Progresso tem destas coisas
Evolução, mas necrópole
Pobreza idem urbanizada
Logo vira megalópole.

domingo, 28 de outubro de 2012

Academia Quixadaense de Letras




OS IMORTAIS DA 
TERRA DOS MONÓLITOS

Ontem, 27 de outubro de 2012, data na qual a cidade de Quixadá completou 142 anos, um grupo de apaixonados pelo conhecimento e pela cultura, especialmente pela literatura, participou de um ato solene que há de repercutir por muitos e muitos anos: foi fundada a Academia Quixadaense de Letras.

Foram vinte os acadêmicos fundadores que receberam o título de imortais.

Aliás, foram não, fomos, porque, após a alegria de ser acolhido por Quixadá - tendo sido agraciado com o título de cidadão quixadaense, em julho deste ano - participei dessa iniciativa tão importante em prol do enriquecimento cultural da Terra dos Monólitos,tornando-me também um imortal.


E foi uma bela festa, com a presença de representantes das academias de letras de Salvador-BA, Lavras da Mangabeira-CE e dos municípios do Estado do Ceará. Autoridades, empresários e muita gente interessada em cultura, lotando os mais de trezentos lugares do auditório da Cúria Diocesana.

O sucesso do evento é um sinal de que existem muitas pessoas interessadas em cultura no sertão central do Ceará. O que é preciso são iniciativas que rompam com a mesmice da massificação cultural, proporcionando às pessoas, especialmente aos jovens, oportunidade de manter contato com manifestações efetivamente artísticas, no campo da literatura, da música e de tantas formas de expressão.

Acredito que trabalhar para isso é um dos grandes desafios da Academia Quixadaense de Letras.

Mas, pensarei nisso a partir de amanhã. Hoje quero aproveitar a sensação prazerosa de ter ajudado a criá-la.

Não posso encerrar sem parabenizar e agradecer a três pessoas que foram fundamentais para que a Academia Quixadaense de Letras seja uma realidade: João Eudes Costa, nosso presidente; além de Ângela Costa e Wanderley Barbosa, que não são acadêmicos, mas tiveram participação decisiva desde o princípio. Esse detalhe, de não serem acadêmicos engrandece ainda mais a sua dedicação à causa. 

Segue a lista dos vinte imortais:


Relação dos acadêmicos e seus respectivos patronos e patronesses:

Cadeira n° 1 
Bruna Borges Costa
Patronesse- Rachel de Queiroz

Cadeira n° 2 
Francisco Carlos Carvalho da Silva
Patrono- Aderaldo Ferreira de Araújo

Cadeira n°3 - 
Jose Nilson Ferreira Gomes Filho
Patrono- Alberto Porfírio

Cadeira n° 4 – 
Adail Bessa de Queiroz
Patrono – Esperidião de Queiroz

Cadeira n° 5 - 
Elisângela Martins da Silva Cruz
Patrono – Eusébio de Sousa

Cadeira n° 6 –
Maria Angélica Nogueira Bezerra
Patrono – Francisco Maurício de Góes Holanda

Cadeira n° 7 – 
João Xavier de Holanda
Patrono – Jáder Moreira de Carvalho

Cadeira n° 8 – 
Antônio Clébio Viriato Ribeiro
Patrono – José Limeira

Cadeira n° 9 – 
Maria das Graças Ferreira Lima
Patrono – José Bonifácio de Sousa

Cadeira n° 10-
Gilnei Neves Nepomuceno
Patrono – Luciano Barreira

Cadeira n° 11- 
Maria Zeneida Costa
Patrono – Pedro Segundo da Costa

Cadeira n° 12- 
Francisco Jardes Nobre de Araújo
Patrono -Miguel Benedito Peixoto

Cadeira n° 13- 
João Eudes Cavalcante Costa
Patrono- Moacir Costa Lopes

Cadeira n° 14- 
Marcos Mairton da Silva
Patrono – Álvaro de Góes Holanda

Cadeira n° 15 – Manoel Dias da Fonseca Neto
Patronesse- Maria Rocilda Ferreira Fonseca

Cadeira n° 16 – 
Sebastião Diógenes Pinheiro
Patrono – José Maria Moreira Campos

Cadeira n° 17 – 
José Anízio de Araújo
Patrono- Jaime Evangelista de Araújo

Cadeira n° 18 – 
Lúcio Gonçalo de Alcântara
Patrono- Manuel de Oliveira Paiva

Cadeira n° 19 -
Ana Carolina de Holanda Pavão Santana
Patrono- Celso Serra Azul

Cadeira n° 20 – 
Antonio Weimar Gomes dos Santos
Patrono- Patativa do Assaré


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Poesia de Dalinha Catunda



Hoje é 25 de outubro, aniversário da cidade de Ipueiras, no Ceará. Terra onde nasceu Dalinha Catunda, poeta que vive nos brindando com seus versos cheios de emoção e verdade.

Hoje, não poderia ser diferente. Apesar de viver longe de Ipueiras, Dalinha não esquece a sua terra, como se vê dos versos que ela enviou hoje a este Mundo Cordel.


MINHA ETERNA IPUEIRAS
Dalinha Catunda
*
Cento e vinte nove anos,
Faz minha terra querida
Onde vivi os encantos
De boa parte da vida
Tenho orgulho do meu chão
Do meu pequeno sertão
E disso nem Deus duvida.
*
Hoje mais bela que nunca,
Ipueiras me fascina,
Está bem desenvolvida
Já deixou de ser menina
É uma senhora cidade
Renovada a cada idade
Do progresso é oficina.
*
Ipueiras dos poetas
Que nasceram neste chão,
Jeremias, costa Matos,
Gerardo Mello Mourão,
Bardos da minha cidade
Pra minha felicidade
A fonte de inspiração.
*
Esta terra centenária
Tem história pra contar,
Que no baú da memória
Estou sempre a registrar
Pra contar mais adiante
A história relevante
Que envolve o meu lugar.
*

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Cordel na TV

No dia 07.09.2012, o programa de televisão Mixtura, do canal TCM, de Mossoró, falou sobre cordelteca, entrevistando o editor Gustavo Luz, da editora Queima-Bucha, sobre o assunto.

Vale a pena conferir:


segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Participação dos leitores

MAIS UM PÓS-GRADUANDO POETA

Depois da postagem anterior, outro pós-graduando se inspirou e deixou aqui o seu comentário. 

Mas, como eu já disse outras vezes, um comentário desses tem que virar postagem.

É este o comentário que Anderson Almeida deixou sobre a sua postagem "Participação dos leitores":

Essa história me lembrou
meu tempo de TCC
orientador medonho
parecia até querer
me explorar até as tripas
só pra me fazer sofrer.

Mas no final a vitória
nos recebe sorridente
orientador e nós
ta todo mundo contente
pois terminou a peleja
que me fez ranger o dente.