quinta-feira, 18 de março de 2010

PROMOÇÃO MUNDO CORDEL


GANHE LIVROS E DESCONTOS!

Caros amigos,

Acabo de receber os exemplares que correspondem aos direitos autorais dos meus novos livros, lançados pela Ensinamento Editora. Só para lembrar, são eles:
1) A Cartomante (adaptação do conto de Machado de Assis);
2) O Advogado, o Diabo e a Bengala Encantada;
3) O Jumento que Jesus Montou;
4) O Viajante e o Sábio;
5) Os Dois Soldados;
6) A História de Zé Luando, o Homem que Virou Mulher.



O preço de venda dos livros é R$ 12,00 (doze reais), mas os leitores de MundoCordel terão prioridade e facilidade em obter alguns desses exemplares. E quem for rápido, ainda pode ganhar livros GRÁTIS!



Primeiro:
Os primeiros vinte leitores que fizerem o seguinte comentário a esta postagem: “Quero ganhar o livro...”, indicando o título do livro, receberão, totalmente grátis, com frete por minha conta, um exemplar do livro escolhido.



Segundo:
Dentre esses primeiros vinte leitores, se o comentário for “Quero todos esses livros”, um livro seguirá grátis, e os outros cinco custarão apenas R$ 10,00 (dez reais) cada, sem frete, totalizando R$ 50,00 (cinquenta reais) a serem depositados em conta que informarei aos interessados.



Terceiro:
Para quem enviar seu comentário neste mês de março de 2010, mas não conseguir chegar entre os vinte primeiros - e perder essa moleza, o que será fácil conferir no próprio blog – estou dispensando o frete. Se comprar três livros ou mais, mantenho o preço de R$ 10,00 (dez reais) por exemplar.




ATENÇÃO: Não deixe de informar seu e-mail no comentário. Enviarei um e-mail a cada interessado, para formalizarmos a remessa do prêmio ou a compra.



terça-feira, 16 de março de 2010

Desce mais uma!




CRÔNICA NO BLOG DO RAFAEL CASTELLAR
Uma das coisas boas dessa vida de blogueiro é fazer novos contatos, aprender coisas novas e colaborar com a divulgação das idéias e da arte das pessoas.
Hoje, por exemplo, estou tendo a oportunidade de ver uma de minhas crônicas publicadas em um blog que leio regularmente, e morria de vontade de ver um texto meu lá. O blog é o "
Desce mais uma!", do Rafael Castellar das Neves, e a crônica é a "Pequena tragédia narrada do final para o começo"
O meu muito obrigado ao Rafael pelo espaço. E, aos leitores de Mundo Cordel, meu convite para fazer uma visita ao "Desce mais uma!".
Aliás, um ótimo lugar para conhecer essa e outras histórias...

sexta-feira, 12 de março de 2010

Poesia de //Anizão

ESTATUTO DO POETA
Antonio Anizio dos Santos

O Silas Correia Leite
Num rascunho descreveu
Um esboço do projeto
Muito bem esclareceu
Dos poetas o estatuto
Resgatando o que é justo
E quais os direitos seus.

O artigo um, relata
Os direitos dos poetas
Tem direito a ser feliz
Tendo alegria completa
Indo mesmo muito alem
Porque a eles convém
Fato que ninguém contesta.

Artigo dois dar direito
A dividir as loucuras
Tendo a sensibilidade
Paixão e muita ternura
Tendo Cítara na alma
Num prelúdio que acalma
Com amores nas alturas.

Parágrafo único esclarece
Não poderás ser traído
Um direito dos poetas
No texto bem definido
Só se for pra infeliz
Daquela que não lhe quis
Por todos seja esquecido.

Artigo três o poeta
Não poderá passar fome
Tristeza nem solidão
Pois este mal o consome
Tristeza é identidade
Solidão mal que lhe invade
Mas não lhe impede que ame.


E no seu artigo quarto
A mãe é o santuário
Que aos poetas ilumina
Sendo também estuário
Que faz jorrar poesia
Declama amor todo dia
Cumprindo seu calendário.

Nunca haverá fronteira
Na vida de um poeta
Sua bandeira é de luz
Sua justiça é correta
Luta pelo social
Pelos direitos iguais
Se errarem ele protesta.

Este foi o quinto artigo
Nenhum poeta será
Maior que o seu país
Divisa não haverá
O pão o vinho o maná
Tudo para alimentar
Aos que na vida passar.

Ao poeta será dado
A cerveja vinho e pão
Este é o sexto artigo
Dará amor e paixão
Sustentará mentalmente
Também fisiológicamente
Na crise ele entra em ação

Poeta não será preso
Saberá se defender
Fará legítima defesa
Tem o Dom de escrever
Em qualquer situação
Defendendo a legião
A que ele pertencer

O sétimo estar escrito
O oitavo é solidão
Que atrai todos poetas
Fala de amor e paixão
Que dos poetas presente
Poeta só é contente
Mexendo com emoção.

O poeta viajando
Não estando combinado
Toma licor de ausência
Não ficará planteado
Nem tulipas de néon
Nem os dentes de leão
Sem antes ser combinado.

Em seu sentido o poeta
Seu olho será radar
A mão é sensorial
Pra de longe capitar
É um sinzel esculpindo
A poesia fluindo
Lindos versos a declamar.

O nono e o décimo artigo
Terminei de declarar
Vou pra o décimo primeiro
De suas vestes falar
Poeta veste de tudo
Até blusão de veludo
Pra melhor se agasalhar.

Lutará contra a miséria
Este é seu cotidiano
Aos que roubam e lucra fácil
Acabar será seus planos
Só gosta do humanismo
Tem o seu idealismo
Traçado já em seus planos.

Poeta pode exercer
Toda e qualquer profissão
De ourives a jardineiro
Ou uma outra função
Não pode ser passional
Interesseiro amoral
Não é sua pretensão.

Décimo primeiro, e segundo;
Foi escrito e declarado
Poeta sabe criar
Escrevendo é amparado
No papel bota o que sente
Chora, mas vive contente
Por Deus é abençoado.

Décimo terceiro é claro
Sendo um poeta acusado
Por algo que fez errado
Na dúvida não é culpado
Se disser ser inocente
É livre completamente
Por todos é agraciado.

Pois os poetas não erram
Quem é poeta não mente
Pois traduz o impossível
Inventa o inexistente
Todo poeta é da paz
A violência jamais
Em um poeta é ausente.

As portas estão abertas
Pra o poeta receber
Caminhos com muitas flores
Na brisa ao amanhecer
Navegando em poesia
Cantando com maestria
Músicas que faz reviver.

Poeta não é moderno
Não tem classificação
Poesia não se vende
É dada de coração
Não tem o poeta clássico
Poeta não é um mágico
Poeta é da geração.

Concluindo este estatuto
Faço a simplificação
São vinte e cinco artigos
Dar quase uma coleção
Mostrando a todo poeta
Os direitos desse atleta
Com perfeita discrição.

O Silas Correia Leite
Este estatuto escreveu
Fiz só uma apologia
Seguindo o roteiro seu
Pra não ficar redundante
Mostrei pontos importantes
Que o autor descreveu.
 
Em resumo o poeta
Tem liberdade total
Não para fazer o mal
Mas pra ser universal
Levando com eloquência
Fruto da inteligência
Mostra que somos igual

A*aqui retratei em versos
N*nos artigos esclarecidos
T*todos por Silas escritos
O*onde tudo faz sentido
N*narrado com bem clareza
I*inovando com pureza
O*obra no texto contido.

A*aos poetas o meu abraço
N*nunca serás esquecidos
I*irais alegrando a todos
Z*zanga não é teu partido
I*irmanado no amor
O*onde fores és ouvido.

D*declamando teus poemas
O*ostentando as emoções
S*soar a música é teu lema.

S*saberás com palavras comover
A*afastando o ódio e o rancor
N*navegando em rimas e pensamentos
T*tuas trovas louvando ao amor
O*ostentando a bandeira iluminada
S*sacrilégio de um poeta sonhador.

//Anizio, 22/08/2006
htt://recantodasletras.uol.com.br/autores/anizaoaz-anizio-santos@ibest.com.br

quinta-feira, 11 de março de 2010

Cordel em Galopes



Esta é de quando lancei meu primeiro livro: “Uma sentença, uma aventura e uma vergonha”. Todos os cordéis estavam reunidos e ordenados, mas senti que faltava um para fechar, então escrevi a

DESPEDIDA EM GALOPE E QUINTOS GALOPADOS À BEIRA-MAR

Cheguei finalmente
Ao que pretendia.
A minha poesia
Agora é decente.
Eu fico contente,
Pois vou publicar
Esse meu cantar,
Um livro formando.
E vou galopando
Na beira do mar.

Um livro é um filho que a gente cria,
Educa e prepara, com todo carinho,
Mas quando ele cresce, é que nem passarinho,
E voa pra longe, como eu fiz um dia.
Mas, sempre é motivo pra nossa alegria,
Saber que distante, em outro lugar,
O sucesso dele vem nos orgulhar.
Assim, não podendo voar o seu vôo,
Meu livro, meu filho, pra sempre abençôo,
Cantando galope na beira do mar.

Vai, filho querido,
Cumprir tua missão.
O meu coração
Não está ferido.
Estou convencido
Que tu vais brilhar.
Tu vais a voar,
Por ti fico orando,
E vou galopando
Na beira do mar.

Desejo, portanto, que cada leitor
Que lhe tenha lido ou então folheado,
Que nunca esqueça que um livro editado
É sempre um filho para seu autor.
Se não for possível tratar com amor
Que também não chegue a lhe maltratar.
E, se por acaso for lhe desprezar,
Me mande de volta que eu fico contente.
Recebo meu filho que estava ausente
Cantando galope na beira do mar.

Se bem satisfeito
Eu até ficaria
Tu não quereria
Voltar desse jeito.
Pois você foi feito
Pra o mundo girar.
Em todo lugar
Meus versos cantando,
E seguir galopando
Na beira do mar.

É com emoção e também com prazer
Que eu vou chegando ao fim desta obra,
Pois vejo que arte eu tenho de sobra
Pra cem outros livros assim escrever.
E, pensando nisso, o que vou fazer,
Antes do trabalho enfim terminar,
É, por um momento, erguer meu olhar,
Dizendo obrigado ao meu Criador,
Esse meu talento agradeço ao Senhor,
Cantando galope na beira do mar.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Dia Internacional da Mulher



FLOR MULHER

Manoel Messias Belizario Neto


O senhor da criação,
No auge de seu amor,
Visita o jardim terrestre
E cria a mais linda flor
Cuja beleza é sempre
Celebrada com louvor.

Refiro-me à flor mulher
Que em toda situação
(se ela nasce na relva
Ou nas brenhas do sertão)
O amor é a lei maior
Que rege seu coração.

Como mãe ela exala
Amor incondicional
Sendo ou não correspondida
Pelo lado filial.
Dá a vida pela prole
Num momento crucial.

Como esposa se entrega
De corpo e alma ao marido.
Renuncia muita coisa
Em função do seu querido.
Colore a vida dele
Dando a esta mais sentido.

Conduz a sua família
Com mão de sabedoria.
Organização é arte
Que sempre lhe auxilia.
O seu estandarte é
Uma constante alegria.

Pergunto-te flor mulher:
Onde achas tanta ternura?
Como tu consegues ser
A mais bela criatura?
O que seria do homem
Se faltasse esta figura?

Como manter uma estrela
No céu claro escondida?
A flor mulher se destaca
Em todo o jardim da vida.
É a bondade divina
Na humanidade esculpida.

Houvera tantas batalhas
À conquista do jardim
Em busca de igualdade
Em relação ao capim.
A flor mulher não desiste
Resiste até o fim.

E assim vai conquistando
Espaço na sociedade.
“Uma flor mais que escândalo”!
“Respeite por caridade”!
Esta flor há muito tempo
Batalha por igualdade.

Diz-me amigo por que
Alguns homens sem valor
Vem agir com desrespeito
Com a nossa linda flor?
Porque um jardim sem rosas
É um deserto de dor.

Como pode haver no mundo
Alguém com tanta frieza
Para maltratar o ser
Mais lindo da natureza.
Querer através do mal
Ofuscar sua beleza?

Homem honre esta mãe,
Esta esposa, esta amiga.
Seus conselhos são a voz
De Deus por isso os siga.
Ela sempre quer livrá-lo
De toda e qualquer intriga.

Homem respeite esta mãe
Esta esposa, esta mulher.
Ame-a com todas as forças,
Pois sabes que ela é
Aquele ser que fará
Por ti tudo o que puder.

terça-feira, 2 de março de 2010

Cordéis ilustrados



NOVOS LIVROS PUBLICADOS


Caros leitores de MundoCordel,

Hoje é um dia muito feliz. Qualquer escritor sabe a alegria que é quando cada novo livro fica pronto. Imaginem seis de uma vez! É isso mesmo. Ficaram prontos meus livros que estavam com a Ensinamento Editora para serem incluídos no Projeto Cesta Básica da Cultura e do Conhecimento.

Depois faço umas postagens falando um pouco de cada um. São eles:

"A cartomante" (adaptado do conto de Machado de Assis), "O advogado, o diabo e a bengala encantada", "O jumento que Jesus montou", "O viajante e o sábio", "Os dois soldados" e "A História de Zé Luando, o homem que virou mulher".
É um projeto muito bacana, que possibilita que livros sejam incluídos nas cestas básicas distribuídas por empresas aos seus empregados.
Bem, não vou me alongar muito. Deixo com vocês as palavras do editor, meu amigo Pádua, extraídas da contracapa dos livros:
A cultura e o conhecimento devem participar da cesta básica de alimentos do cidadão. A Cesta Básica da Cultura e do Conhecimento confere à cesta básica de alimentos o caráter abrangente da cidadania. Afinal, a melhoria da qualidade de vida do homem e a sua valorização exigem cultura e conhecimento. Estimulemos o hábito da leitura, que descortina os horizontes da pessoa. “Um país se faz com homens e livros” – nos orienta Monteiro Lobato.
LITERATURA DE CORDEL

A literatura de cordel entrou na cena cultural do país para não mais sair. Sertaneja e Imediatista, vinda de além-mar, aportou também na intelectualidade, e nela faz escola. Se antes era somente o jeito que os poetas tinham para cantar a pureza de uma Donzela Teodora, de um Pavão Mysteriozo... mesclando realidade e ficção, também registra fatos históricos e políticos, de interesse comum. De modo lúdico, vestiu-se de cores e hoje se alia à fantasia da literatura infanto-juvenil.
Cordel não é somente a crônica ou o registro de uma época; é também a fonte onde muitos poetas embriagam-se de poesia. Apesar do requinte editorial de diversos folhetos, ainda há muitos que trabalham com a xilogravura em pequenas tipografias de fundo de quintal...

Glosa de Maviael Melo

MAVIAEL MELO GLOSANDO O MOTE:
Eu pequeno meu pai já me ensinava
Zé Limeira era o Rei desse sertão

Quando a noite acordou tava cansada
A Rainha chamou seu Malaquias
Ele veio depois de treze dias
E chegou já na alta madrugada
Vendo o Rei conduzindo uma boiada
Virgulino correu para o Capão
Na boleia de um velho caminhão
Vendedor de vassouras piaçava
Eu pequeno meu pai já me ensinava
Zé Limeira era o Rei desse sertão



Vi Orlando chamando a princesa
Disfarçada de jia na lagoa
E correndo voltou pra João Pessoa
Josemar tropeçou no pé da mesa
Uma luz se apagou, ficou acesa
Uma vela fingiu ser lampião
Pé de Serra só presta no São João
Com cachaça, feijão, mulher e fava
Eu pequeno meu pai já me ensinava
Zé Limeira era o Rei desse sertão


Já chegando quase em Serra Talhada
Eu comprei um jumento meio môco
Num desvio da estrada veio um louco
Me vendendo um prato de coalhada
Vomitado de uma vaca malhada
Três galinha, um guiné e um pavão
Faltou lenha, trás água pro fogão
Quando eu disse que tava, já num tava
Eu pequeno meu pai já me ensinava
Zé Limeira era o Rei desse sertão

João Batista um dia andou de trem
Quando ainda estudava na católica
Jubilou-se por causa de uma cólica
Que ganhou em prato de xerém
Na janela do velho armazém
Fez teatro imitando um azulão
Deu um salto e caiu de um mosquetão
De um menino zambeta que atirava
Eu pequeno meu pai já me ensinava
Zé Limeira era o Rei desse sertão

Meia noite a coruja de seu Bento
Que ainda nem Papa era formado
Acordou com o olho esbugalhado
E pediu um asilo num convento
Na poeira que trouxe o pé de vento
Papagaio era um velho capitão
Tomou duas bicadas no balcão
E uma muda pra ele insinuava
Eu pequeno meu pai já me ensinava
Zé Limeira era o Rei desse sertão

Comovido com a falta de vergonha
Porque Pedro negou a sua origem
Se trancou em quarto com uma virgem
E fumou quase um quilo de maconha
Doze meses depois uma cegonha
Tava a venda no mêi de um sacolão
Um pepino, uma cenoura e um pimentão
Enterrado numa velha que gritava
Eu pequeno meu pai já me ensinava
Zé Limeira era o Rei desse sertão

Quando Pedro segundo era o primeiro
Sua pernas corriam pra danar
Acordou com vontade de mijar
Deu a volta no Rio de Janeiro
Sua mãe, dona Helena o dia inteiro
Aprendia a dançar xote e baião
Foi donzela num meio de um salão
Quando alguém lhe pedia ela não dava
Eu pequeno meu pai já me ensinava
Zé Limeira era o Rei desse sertão

Jesus Cristo ainda era um menino
Quando viu a primeira gravidez
Três vez sete contando é vinte e três
Badaladas sem rimas de um sino
Na trombeta do tempo o destino
Guia as bestas cantando em procissão
São Miguel dedilhava o violão
E o padre João Paulo nem cantava
Eu pequeno meu pai já me ensinava
Zé Limeira era o Rei desse sertão.


Fonte: Jornal da Besta Fubana (http://www.luizberto.com/?p=105741)