segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Poesia de Dalinha

Meus agradecimentos ao Rubão pela belíssima imagem
que fui buscar em http://sevenarts.com.br/ciadejesus/?p=283



Participação especial de Dalinha Catunda (Blog Cantinho da Dalinha), poetisa e leitora ilustre deste Mundo Cordel:


O SERTANEJO

O Sertanejo quando sai
Do seu querido torrão,
Só sai porque necessita,
Sai porque tem precisão.
Se fosse mesmo por gosto,
Jamais deixaria seu chão.

Nos alforjes carregados
Transporta tristeza e dor.
Saudades da lua cheia,
Das noites no interior.
Do amanhecer do dia
Com galo despertador.

Com olhos marejados,
Lacrimeja de emoção.
Quando escuta no rádio
Ou mesmo na televisão,
Canções que antes ouvia
Em seu saudoso sertão.

Dói na alma dói no peito,
É bem grande a emoção,
Do “sertanejo que é forte”,
Mas vira menino chorão,
Se sente a saudade telúrica
Batendo em seu coração.


sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fábula em Cordel

(Ilustração de Gustave Doré)


A MORTE E O LENHADOR
Marcos Mairton
(adaptado da fábula de La Fontaine)


Foi o francês La Fontaine
Quem, certa vez, me contou
A história de um homem
Que pela morte chamou,
Mas depois se arrependeu,
Quando ela apareceu
E perto dele chegou.


Era um velho lenhador
Que andava muito cansado
Do fardo que, até então,
Ele havia carregado.
Um fardo que parecia
Sempre e sempre, a cada dia,
Mais incômodo e pesado.


Estava velho e doente,
Sentia o corpo doído.
Maltratado pelo tempo,
Seu semblante era sofrido.
Seguia, assim, seu caminho,
Atormentado e sozinho,
Sempre sujo e mal vestido.


Certa vez, ao fim do dia,
Quando ia pela estrada,
Para a choupana que então
Lhe servia de morada,
Foi obrigado a parar
Um pouco pra descansar
Da extensa caminhada.


Trazia um feixe de lenha
Que foi buscar na floresta.
Largou a lenha no chão,
Passou a mão pela testa,
Maldizendo-se da sorte,
Pensou: – É melhor a morte,
Que uma vida que não presta.


– Não consigo carregar
Essa lenha tão pesada.
Já não tenho mais saúde,
Meu ganho não dá pra nada,
Perseguido por credores,
Meu corpo cheio de dores,
Ai que vida desgraçada!


– Ó, Morte, onde é que andas,
Que não ouve o meu lamento?
Que não vem pra me tirar
Desse brejo lamacento?
Dona Morte, eu te rogo,
Venha acabar, venha logo,
Com meu grande sofrimento!


Aí, ela apareceu,
Com sua foice na mão.
Aproximou-se do velho
E disse logo: – Pois não.
Estavas a me chamar?
Em que posso te ajudar,
Querido filho de Adão?


O velho sentiu um frio
Lhe correr pelo espinhaço,
Quando a voz rouca da morte
Ecoou naquele espaço.
E pensou, na mesma hora:
“O que é que eu faço agora?
E agora o que é que eu faço?”

Então disse: – Essa honra,
Não acredito que eu tenha,
Que atendendo meu chamado
A senhora aqui me venha.
Mas, se posso pedir tanto,
Me ajude, por enquanto,
A carregar essa lenha!


A morte saiu dali
Um tanto desapontada,
E o velho foi embora
Cantarolando na estrada,
Porque, “mesmo padecendo,
Melhor é seguir vivendo
Que morrer sem sofrer nada”.


É essa a moral da história
Que La Fontaine nos deu,
Nessa fábula que ele,
Entre muitas, escreveu.
Eu, apenas transformei
Em cordel e dediquei
A você, que agora leu.


Jean de La Fontaine é o mais célebre fabulista e um dos escritores franceses mais lidos em todos os tempos. Nasceu em 8 de julho de 1621 em Château – Thierry, Champagne. Começou sua carreira literária em 1650, tendo publicado seus primeiros livros de fábulas em 1668. Em 1683 foi admitido na Academina Francesa de Letras. Os útimos volumes de suas fábulas foram editados em 1694, um ano antes de sua morte, em 13 de abril de 1695, aos 73 anos.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Florbela Espanca



Pronto. Satisfiz a minha curiosidade. O poema que Danilo nos trouxe ao Mundo Cordel, "Quem sou eu?", é de nada menos que Florbela Espanca. Obrigado, Danilo, pela colaboração.

Enquanto isso, dois novos seguidores chegaram o Mundo Cordel, com os blogs "Canto do Meu Cordel" e "Pela Vida".

Sejam bem vindos os novos seguidores!
Encerremos com um pouco mais de Florbela Espanca:


CEGUEIRA BENDITA

Ando perdida nestes sonhos verdes
De ter nascido e não saber quem sou,
Ando ceguinha a tatear paredes
E nem ao menos sei quem me cegou!

Não vejo nada, tudo é morto e vago…
E a minha alma cega, ao abandono
Faz-me lembrar o nenúfar dum lago
´Stendendo as asas brancas cor do sonho…

Ter dentro d´alma na luz de todo o mundo
E não ver nada nesse mar sem fundo,
Poetas meus irmãos, que triste sorte!…

E chamam-nos a nós Iluminados!
Pobres cegos sem culpas, sem pecados,
A sofrer pelos outros té à morte!

Florbela Espanca - Trocando olhares - 24/04/1917

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Quem sou eu?



Quanto o cabra é criativo, até uma simples apresentação vira poesia. Vi que Mundo Cordel tinha recebido um novo seguidor e fui olhar quem era. O nome: Danilo L. A apresentação transcrevi logo abaixo. Mas antes quero perguntar: Ô Danilo, de quem são esses versos?

Sobre mim


Eu?


Eu sou o que no mundo anda perdido,

eu sou o que na vida não tem norte,

sou o irmão do sonho, e desta sorte

sou o crucificado... o dolorido...


Sombra de névoa tênue e esvaecido,

e que o destino amargo, triste e forte,

impele brutalmente para a morte!

Alma de luto sempre incompreendido!...


Sou aquele que passa e ninguém vê...

Sou o que chamam triste sem o ser...

Sou o que chora sem saber por quê...


Sou talvez a visão que alguém sonhou.

Alguém que veio ao mundo pra me ver

e que nunca na vida me encontrou.

sábado, 4 de julho de 2009

Crônica de Marcos Mairton



PEQUENA TRAGÉDIA NARRADA DO FINAL PARA O COMEÇO
Marcos Mairton

E tudo acabou ali. O corpo de um homem caído ao chão, morto, estendido ao longo do meio-fio de uma movimentada rua da cidade. Chamava-se Jorge. Fora atropelado. O carro que o atingiu havia se afastado rapidamente, em fuga. As pessoas que se aglomeravam em volta do corpo comentavam como tudo tinha acontecido.
– Foi muito rápido. Acho que o carro nem freou...
– Alguém anotou a placa?
– Parece que era 2501... Ou 2510, não sei...
Alguém observou que Jorge teria tentado atravessar a rua, mas estava olhando para o lado contrário àquele de onde vinham os carros. Andava depressa, quase correndo, como se perseguisse alguém, quando o acidente aconteceu.
De fato. As pessoas que estavam ali não sabiam, mas Jorge tentava alcançar Sonia. Seguia-a desde o estacionamento de um shopping próximo dali. Ela havia chegado em um carro preto, com vidros escuros que impediam a identificação do homem que estava à direção. Quando o carro se afastou, ela olhou para trás e deu de cara com Jorge, que a observava à distância.
Foi um choque. Jorge havia estacionado seu próprio carro e se dirigia para os elevadores do shopping, quando viu Sonia desembarcar. Antes de fechar a porta e se afastar, ela inclinou-se para dentro do carro. Mesmo de longe, Jorge pôde ver que se tratava de um beijo de despedida.
Mas, na verdade, aquela cena não havia sido totalmente uma surpresa para Jorge. Nos últimos dias, ele tinha estado nervoso, acompanhando cada vez mais de perto os passos de Sonia. Ficava atento às ligações que ela recebia no celular, para ver se percebia algo de suspeito. Mesmo quando as conversas dela ao telefone eram sobre os preparativos do casamento, ele disfarçava e ficava ouvindo, tentando identificar alguma linguagem em código. Jorge tinha ciúme de Sonia, e esse ciúme havia evoluído para a desconfiança. Certa vez havia dito para ela, em tom de brincadeira, mas segurando fortemente o seu braço:
– Se um dia vir você com outro, mato os dois. Primeiro você, depois ele.
– Que é isso, Jorge? Você está louco? – dissera ela sorrindo, mas sentindo que havia algo de verdadeiro na advertência que lhe fora feita.
Sonia sabia que Jorge andava desconfiado. Também sabia que havia motivo para isso. Era uma situação que já se arrastava há algum tempo. Estavam noivos há mais de um ano, mas, nos últimos dois ou três meses, Jorge notara comportamentos estranhos em Sonia. Já não mostrava tanta empolgação quando falava do casamento, diminuíra a quantidade de vezes que ia ao futuro apartamento do casal e – o mais sintomático – comumente deixava de atender as ligações de Jorge para seu celular, retornando apenas horas depois, sempre explicando que deixara o aparelho na bolsa ou estava em alguma situação que não podia atender. Jorge tentava não demonstrar, mas essas justificativas não o convenciam, especialmente porque, quando os dois estavam juntos, Sonia nunca deixava o celular tocar mais que três vezes. O mais comum era atender ao primeiro toque, deixando transparecer certa ansiedade, ainda que contida.
Tudo isso fazia com que Jorge já não visse em Sonia aquela noiva apaixonada de poucos meses atrás, que falava com ele quase o tempo todo sobre o casamento e mostrava com alegria pequenos utensílios comprados para a composição de seu futuro lar. Bandejas, pratos, copos, coisas às quais Jorge não dava a menor importância, embora procurasse demonstrar atenção quando ela exibia e explicava como cada objeto seria usado depois que estivessem casados. Fosse Jorge dotado dessa capacidade que as mulheres têm de se concentrar em detalhes, talvez houvesse observado que, aos poucos, a única parte do casamento que passara a merecer toda a atenção de Sonia era a programação musical da festa. Quase todo o dia ia à casa do cantor e produtor musical Giovanni Ramos, lá permanecendo por horas a fio, às vezes a tarde inteira.
Jorge não tinha conhecimento da frequencia com que Sonia se encontrava com Giovanni, embora já houvesse acontecido de procurá-la em casa e obter a informação de que ela teria ido à casa do músico.
– Fui pegar o DVD de um casamento onde ele se apresentou. Eu nem ia entrar, mas a namorada dele estava e me convidou para ver o filme com ela...
Jorge, que por esse tempo ainda não havia começado a desconfiar de Sonia, acreditou. Até ficou aliviado por não ter que assistir a mais uma cerimônia de casamento ao lado de Sonia, mormente quando o objetivo era apenas observar detalhes da decoração e das roupas, já que os noivos eram pessoas que eles nem conheciam.
Além do mais, Jorge dava-se muito bem com Giovanni. Foi ele quem apresentou o cantor à noiva. Uma de suas raras intervenções na organização da festa de casamento foi exatamente sugerir a contratação do músico para cantar na cerimônia.
Naquela noite, o casal recebera Giovanni na casa da mãe de Sonia e, enquanto os três estavam reunidos, Sonia sugeria as músicas mais românticas que conhecia. Giovanni não se furtava a interpretar trechos de algumas delas, às vezes ao violão – que sempre levava consigo nessas ocasiões – às vezes sem acompanhamento algum, “na capela”, como os artistas costumam falar. Era nesses momentos, quando apenas sua voz solitária ecoava pela casa, que Sonia mais se emocionava.
Foi no meio de uma dessas canções que Jorge afastou-se para atender ao telefone e o olhar de Giovanni se encontrou com o de Sonia por alguns segundos. Tempo suficiente para fazer disparar a série de acontecimentos que levaria à morte de Jorge dali a alguns meses.
Houvesse imaginado que isso poderia acontecer, Jorge jamais teria convidado Giovanni para ir à casa de sua futura sogra naquela noite. Os dois haviam se conhecido no dia anterior, pela manhã, quando Jorge levara seu carro para fazer uma revisão e aguardava o transporte que o conduziria para casa. Giovanni estava ali pelo mesmo motivo.
Antes de entrarem na van da concessionária, já haviam conversado o suficiente para Jorge saber que estava diante do cantor Giovanni Ramos, de quem Sonia havia falado há alguns dias, dizendo que o vira em uma apresentação no casamento de uma amiga e gostara muito.
– Rapaz, você tem que vir à casa de minha sogra! Minha noiva não vai acreditar nessa coincidência! – convidou Jorge, animado com a surpresa que faria a Sonia.
– Vou sim. Se depender de mim, vocês casam ao som da minha banda!
Era realmente uma grande coincidência. Justamente ele – que, apesar de querer muito casar com Sonia, não levava o menor jeito para a organização da festa – conhecer casualmente e se afinar tão bem com o cantor que ela tanto gostaria que participasse de seu casamento.
Mas aquela não havia sido a única coincidência daquele dia. A primeira havia acontecido quando Giovanni chegou à concessionária dirigindo um carro parecidíssimo com o de Jorge, um Corola preto, com vidros escuros. Percebendo a semelhança entre os dois automóveis, Jorge aproximou-se e comentou com o recém chegado:
– Bom dia, amigo! Desculpe eu estar olhando assim para o seu carro, mas é que estou impressionado com a semelhança com o meu. Aquele que está estacionado ali...
– É verdade. Mas aqui na concessionária aparecem muitos desses, não?
– Imagino que sim. Mas o seu tem outro detalhe que chamou mais ainda a minha atenção. Vou casar daqui a seis meses e minha noiva acabou de me ligar confirmando que já reservou a igreja. Pois não é que os números da placa do seu carro formam exatamente a data do casamento?!
– Vinte e cinco de janeiro? – admirou-se Giovanni.
– Exatamente. Vinte e cinco de janeiro...
Foi assim que tudo começou.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cordel e Cangaço




O ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ - TROVAS
Meu amigo Gilbamar de Oliveira Bezerra estará lançando em Mossoró o seu livro de trovas "O ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ - Trovas", no próximo dia 27/06, às 19 horas, na Livraria Siciliano do Mossoró West Shopping. Tenho certeza que vai ser um evento pleno de poesia, alegria e amor pela vida. Para chegar a essa conclusão, basta frequentar costumeiramente o blog Gilbamar Poesias & Crônicas, e ver que Gilbamar é um apaixonado pela vida, que deixa essa paixão transbordar em todos os textos que produz, sejam eles em poesia, sejam em prosa.



Segue texto sobre o livro, publicado no site Melhor da Web em setembro de 2008 (http://www.omelhordaweb.com.br/poesias/pagina_textos_autor.php?cdPoesia=24103&cdEscritor=1856&cdTipoPoesia=&TipoPoesia=&rdBusca=&tbTxBusca=)



A LUTA DE LAMPIÃO CONTRA MOSSORÓ



Escrever um livro implica numa série de acontecimentos talvez inimagináveis pelos leitores. Primeiro vem o desenvolvimento da idéia a borbulhar na mente fértil do escritor, e ele vai anotando tudo que a inspiração lhe faz brotar n'alma. Depois, chega o momento de sentar-se diante do computador para dar início à trama fictícia. Então o tempo e a solidão serão os únicos companheiros do autor e seus personagens. Do romper da aurora até as primeiras horas da madrugada o pensamento do escritor estará voltado para a obra em andamento. Por vezes, até mesmo dormindo seu cérebro o faz sonhar com o desenrolar da estória, acordando-o muitas vezes para escrever algo que seus neurônios criaram em meio aos sonhos no tocante ao assunto que ele está a desenvolver. Depois de terminada a obra, acontecem as revisões, o livro é reescrito uma, duas, três ou mais vezes até que esteja na forma idealizada por seu autor. A seguir, caso o escritor seja iniciante, começará a árdua batalha para publicar seu trabalho por alguma editora alternativa ou de menor porte. Porque as grandes editoras, as medalhonas, jamais lhe darão qualquer oportunidade. Ele tem de pagar do próprio bolso, na maioria das vezes, a edição do seu livro. E sair vendendo por aí aos amigos, conhecidos e desconhecidos, tantas e tantas vezes recebendo um "não" indiferente. Algo parecido aconteceu com o meu livro recém publicado O ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ - Trovas, com pequenas variações no tocante à editora. Para mim, relatar um acontecimento histórico todo em versos, no formato de trovas, que tem suas regras de rima e métrica, foi o desafio maior. Graças a Deus, depois de pesquisar sobre o acontecimento a ser narrado e trovar e tornar a trovar, mudando palavras e rimas, somando as sílabas, acrescentando termos coerentes, revisar e voltar a revisar várias vezes, finalmente vi os originais prontos. A publicação fragmentada no site do Recanto das Letras foi apenas uma das inúmeras versões até alcançar a que considerei ideal para ser editada em livro.Uma editora/livraria de Natal mostrou grande interesse na publicação do livro e eu, é claro, fiquei eufórico. Entreguei os originais, nova revisão foi realizada e esperei ser anunciada a data do lançamento. Quase um ano depois, sem me dar qualquer explicação nem devolver a cópia do original que lhe fora entregue por mim, malgrado minhas dezenas de telefonemas para conversar com o editor(prefiro não citar seu nome, é totalmente irrelevante e imerecido), soube que a editora/livraria havia sido vendida sem nenhuma palavra de desculpa ou explicação a mim relativa à não publicação do livro. E também não recebi a cópia enviada para o prelo(acho que nem chegou a ir ao prelo).Lá estava eu novamente a buscar quem se interessasse por meu trabalho, querendo desistir mas sem querer, afagando o sonho com um certo desânimo porque, afinal, tudo parecia tão difícil. Foi quando descobri, na internet, um site que recebe livros virtuais e os exibe a várias editoras que procuram novos talentos, e para lá enviei O ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ - Trovas. Isso aconteceu em julho deste ano. No mês de agosto, quando eu ainda estava em Gramado, recebi um e-mail do site informando que havia uma editora interessada em publicar meu livro. O contrato com os parâmetros e condições da editora também estava anexo em uma mensagem que me foi enviada no mesmo dia após minha resposta.Depois de uma prolongada troca de e-mails, preenchimento de questionários, revisões e mais revisões do texto a ser publicado, acertos e conversas inclusive por telefone, finalmente minha obra O ATAQUE DE LAMPIÃO A MOSSORÓ - Trovas foi publicada. Por enquanto as vendas estão concentradas somente pela editora, através do site www.biblioteca24x7.com.br .Bem, o sonho de publicar foi concretizado. Agora só falta realizar o desejo de ser lido por milhares de leitores admiradores das trovas e que gostem de ler obras sobre os cangaceiros e suas estripulias pelo Nordeste do Brasil.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Correspondência Recebida



GERALDO DE CAICÓ - RONDÔNIA


Aprendi com o Papa Luiz Berto, do Jornal da Besta Fubana, a publicar as correspondências recebidas neste formato. Aí vai a primeira delas:

Sou Geraldo de Caicó, codelista por natureza, estritamente filho do Seridó no Rio Grande do Norte. Moro hoje em Rondônia na cidade de Pimenta Bueno.Na próxima sexta-feira dia 12,farei uma palestra sobre Cordel a Literatura do povo. Já está tudo pronto para o evento.

R. Seja Bem vindo ao Mundo Cordel, Geraldo. Aproveite o contato e envie algum cordel para enriquecermos nosso site.